Quando há mais tempo livre, aproveito para ir para bem longe daqui… Gosto de ir visitar o meu passado, os sonhos que tinha, admirar a vida que passei, como se fosse um museu onde me detenho em alguns pontos. Sem grandes julgamentos. Apenas contemplando.
Um dia houve alguém que falou. Pegou em toda a sua vida e levou-a à boca. Tornou-se palavra que alimenta e que aviva. Ousou-se tornar verbo para que todo o movimento e ação viesse do seu dinamismo de amor tão misterioso, mas ao mesmo tempo tão encantador.
Paro. Ao som das ondas do mar a bater na areia acalmo o pensamento. E escuto o silêncio. O dia é de nevoeiro e tudo em volta se propicia a ver para além do olhar. Sente-se, ainda assim, o calor do sol que cumpre a sua missão.
A diáspora acontece no encontro de duas perguntas: “de onde vens?” e “onde estás agora?”
«O princípio que move a fantasia é o jogo, típico da criança, e à primeira vista incompatível com o trabalho sério. Mas sem este jogar com a fantasia, nunca nascerá uma obra de arte.»
Falar do silêncio. Dita assim, a frase parece um paradoxo, uma contradição dos termos. Por outro lado, acontece como para todas as realidades grandes e essenciais: só se compreende bem colocando-o em confronto/contraste. Como a vida se compreende bem à luz da morte, assim o silêncio assume sentido s
«Uma mulher que sobe à montanha de automóvel, cruza-se com um condutor homem que faz, também de carro, o percurso de descida, e grita-lhe da janela: “Porco!”. Ao que aquele, para não ficar atrás, lhe grita com toda a força: “Burra!”.
«O homem é um ser espiritual que sonha a eternidade, e cria obras eternas, mas basta a perda da pequena glândula da tiroide para o transformar num idiota.»
A campanha agrícola de um homem rico tinha dado uma colheita abundante. Uma bênção do Céu, segundo a visão bíblica; uma chamada de atenção a viver com muita atenção, segundo a parábola de Jesus (cf. Lucas 12,13-21).