Não sou os nomes que me deram,
os cargos que ocupo,
as histórias que aprendi a contar sobre mim...
Sou um silêncio vivo.
Uma presença suave.
Algo que respira antes das palavras.
Não sou as opiniões.
Não sou as crenças herdadas, nem os medos aprendidos.
Sou o espaço onde tudo acontece.
Sou o olhar por trás dos olhos.
Sou o sentir antes do pensamento.
Sou o intervalo entre uma respiração e outra.
Quando deixo cair as máscaras,
descubro que não preciso provar nada.Não preciso chegar a lugar algum. Já estou.
Há em mim uma quietude antiga,
uma inteligência silenciosa,
que sabe que o coração bate sem pedir permissão à mente.
A minha alma não grita.
Ela sussurra.
Ela vive nos momentos simples e sei que volto para mim, não quando adiciono, mas quando retiro.
Retiro camadas.
Retiro expectativas.
Retiro identidades.
Até restar apenas presença.
E nessa presença,
descubro que nunca estive perdida;
apenas distraída do essencial.
A vida insiste em mostrar-me a beleza de toda a aprendizagem. Descubro uma presença maior que me acompanha: entrego, confio e deixo que o divino permaneça em mim.
Boa semana!