Onde estamos? Para onde vamos?

Crónicas 8 julho 2022  •  Tempo de Leitura: 2

Nunca, como hoje, procuramos e ansiamos tanto pela felicidade. No entanto, parecemos cada vez mais distantes de alcançá-la. Tudo nos parece satisfazer de forma instantânea. Parece que nada em nós se estende ou prolonga. Vivemos sempre sedentos pela novidade e pelo que ainda não temos.

 

Nunca, como hoje, falamos tanto de amor. Mas a verdade é que é bem visível o aumento de manifestações de ódio e discriminação pelos diferentes países. Falamos de direitos e defendemos todas as causas e mais algumas, mas ateimamos em não conseguir posicionar-nos no equilíbrio, sem cairmos na ceguez do extremismo que não nos permite analisar a vida para além de uma visão monocromática. Não há histórias de vida simples. Não existem decisões simples. Há um caminho. Há opções tomadas num determinado momento. E, como tal, mais do que um posicionamento rígido (seja ele liberal ou conservador) precisamos da capacidade de olhar o outro, escutá-lo e acolher a sua vivência sem julgamentos.

 

Nunca, como hoje, tivemos acesso a tanto conhecimento, mas a verdade é que não sabemos dar uso ao mesmo. Trocamos informação. Caímos em "achismos". E damo-nos inclusive ao prazer de fabricar fake news. Desejamos e dizemos lutar pela verdade, mas não somos capazes de lidar com a mesma. Não sabemos dar voz à mesma para que exista verdadeira democracia. Precisamos de filtrar. Precisamos de analisar e de apresentar factos. Só desta forma podemos contrapor argumentos, fundamentar posições e criar significados nas nossas vidas.

 

Vivemos dias atribulados. Em todo o mundo. E com preocupações que nos afetam a todos diariamente (alterações climáticas, refugiados, guerras, violação de direitos humanos, etc.). E, apesar de não podermos mudar o Mundo, somos responsáveis por tomar conta do nosso quintal. Cultivando-o com amor, escuta ativa e agência fundamentada. Somos todos responsáveis pelo nosso quintal e quanto melhor o plantarmos, mais fácil será combater a "sede" e a "fome" de tantos e tantas.

 

Em dias de enorme instabilidade, faz a diferença quem souber, usando a sua vida, aliar o conhecimento ao coração.

Nasceu em 1994. É estudante do Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É acólito e catequista. Adora pensar e pôr os outros a pensar. “Porque nem tudo faz sentido...” é o nome do seu blog e da sua primeira obra literária lançada em 2014. Desbrava um caminho de encontro consigo mesmo, com o outro e com Deus. “Minh'alma anseia por mais de Ti. Meu coração só deseja a Ti. Lembro do dia em que Te conheci. A minha vida mudou. A minha vida mudou.”.

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