Sabermo-nos amados

Crónicas 23 julho 2021  •  Tempo de Leitura: 2

Há uma certa beleza em reconhecermos alguém pela forma como nos trata. Existe algo de divino quando nos sabemos amados pela simples forma como alguém chama por nós.

 

Nesta forma de tratar, Jesus era um verdadeiro especialista. Não chamava por chamar. Nem dizia o nome de alguém apenas para se fazer de importante, ou para demonstrar que tinha contactos. Ele tinha a perfeita noção que para curar feridas teria de ir ao toque da unicidade. Jesus dominava a mestria da empatia e da compaixão e, por isso, antes de costurar uma vida despedaçada olhava no rosto e chamava, os que se cruzavam consigo, pelo nome.

 

Jesus chamava pelo nome. De um jeito sempre diferente. Sempre novo. Marcando, desta forma, a importância que cada um e cada uma tem para Ele. Em Jesus, não há preferidos, nem preferidas. Todos são amados por Si, mas não deixa de colocar de parte as idiossincrasias existentes em cada história. Não coloca de parte o que há de único em cada um.

 

Jesus tem o cuidado de se dar a conhecer de uma forma sempre diferente a cada um de nós. Seja pelo olhar. Pelo sorriso. Pela palavra. Ou pela simples forma como nos chama.

 

Sabemo-nos amados, porque Ele se dá ao ínfimo cuidado de amar com tudo. De nos amar acima de tudo. E de nos acolher como sendo especiais.

 

O amor e a Misericórdia deste Deus, revelado por Jesus Cristo, ganha forma no trato simples e cuidado. Ganha vida num simples pronunciar do nosso nome. E nós, cristãos, também temos esta responsabilidade: de transmitirmos que os outros são amados através do nosso olhar e da forma como chamamos pelos outros.

 

Que tenhamos a audácia de sabermos sempre o nome daqueles e daquelas que vão passando pela estrada da nossa vida, não para nos exibirmos, mas para sermos capazes de transformarmos toda a nossa existência num verdadeiro testemunho de amor.

 

Hoje, recorda todos os que fazem parte da tua história, e pergunta-te: quantos é que te chamam por amor?

Nasceu em 1994. É estudante do Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É acólito e catequista. Adora pensar e pôr os outros a pensar. “Porque nem tudo faz sentido...” é o nome do seu blog e da sua primeira obra literária lançada em 2014. Desbrava um caminho de encontro consigo mesmo, com o outro e com Deus. “Minh'alma anseia por mais de Ti. Meu coração só deseja a Ti. Lembro do dia em que Te conheci. A minha vida mudou. A minha vida mudou.”.

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