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Jesus chega de portas fechadas (cf. João 20,19-31). Naquela sala, onde se respirava medo, alguns não quiseram ficar enclausurados: Maria de Magdala e as mulheres, Tomé e os dois de Emaús. A eles, que respiram liberdade, estão reservados os encontros mais belos e intensos.
«Porque é que esta noite é diferente de todas as outras noites?» É o mais pequeno de cada família judaica a abrir a série de perguntas no coração do “séder” pascal, a liturgia doméstica que faz memória da saída do povo de Israel do Egito e da condição de escravidão. Diferente, radicalmente diferente
A trajetória do crente é acompanhada pela experiência do “não saber”. Muitas vezes consideramos a ignorância um obstáculo intransponível para a fé, mas quando lemos as narrativas pascais colhemos que ela é parte integrante do ato de crer.
Com a sua vida e a sua morte, Jesus desce para abraçar todos os silêncios, mesmo aqueles abissais, mesmo aqueles mais distantes, e dessa forma redisse a vida como possibilidade de salvação.
Se na nossa sociedade «o homem se tornou um apêndice do barulho» (Max Picard), é faz-se cada vez mais urgente a exigência de que cada pessoa reencontre a sua humanidade através da redescoberta do silêncio e a aprendizagem da antiquíssima arte de “escutar o silêncio”. Tarefa que decerto não é simples
No interior da narração da paixão de Cristo segundo Lucas, retalhamos uma cena especificamente feminina. Jesus avança, já esgotado, ao longo do caminho que o conduz ao Calvário. Na multidão curiosa, como sempre, pelas desventuras alheias (pense-se nos turistas do horror que acorrem aos lugares aonde
Começa com o Domingo de Ramos a semana suprema da história e da fé. Nesses dias, que dizemos «santos», nasceu o cristianismo, nasceu do escândalo e da loucura da cruz. Nela se concentra e dela emana tudo o que diz respeito à fé dos cristãos.
O bem mais precioso é o tempo. E tenhamos a certeza: aquilo de que os nossos semelhantes mais precisam é que lhes demos tempo. Quer se trate dos desconhecidos com quem apenas nos cruzámos, ou daqueles que partilham a vida connosco.
Estamos no coração do tempo da Quaresma, um tempo que deveria ser dedicado à conversão, ao regresso ao caminho que conduz a Deus: conversão, com efeito, é sempre um deixar os ídolos para aderir ao Deus que nos atrai, nos chama à sua comunhão e perdoa os nossos renegamentos, as nossas contradições ao