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Se alguém me ama, observará a minha palavra (cf. João 14,23-29). «Se alguém me ama»: é a primeira vez no Evangelho que Jesus pede amor por si, que se coloca a si mesmo como objetivo do sentimento humano mais disruptivo e poderoso. Mas fá-lo com o seu estilo: extrema delicadeza, respeito que se apoia
A arte de deter-se é uma aprendizagem indispensável, ainda que seja muitas vezes esquecida. Quem não sabe deter-se, não sabe viver. Como há uma qualificação da existência que provém da ação, assim há outra que provém do repouso.
Quantas vezes damos por nós a dizer que estamos cansados? Esgotados? Há dias, alguém perguntou-me mesmo: mas tu já viste alguém que não esteja cansado?
Em 1917, o poeta Giuseppe Ungaretti escreve uma das mais célebres poesias do século XX. Trata-se de uma composição brevíssima, que consiste nisto: «Ilumino-me de imenso».
A grande aventura cristã não é uma aventura ideológica. Os discípulos não tinham grande coisa a dizer. Imaginemos Pedro: que tinha ele a dizer, aquele pescador do lago de Tiberíades, aos atenienses, que de filosofia sabiam muito mais que ele?
O termo “digital”, que genericamente descreve a época, ou a transição epocal, em que estamos imersos, vem do latim “digitus”, que se pode traduzir por “número”. É aquilo que está na sua base é a descoberta de que qualquer porção do real pode ser agora traduzida numericamente, transformada numa estru
«Cuida do tesouro que Deus te enviou. Lentamente ele escorrega entre os dedos, e já não o voltas a ver, até que tenhas de responder como o preservaste.»
Por vezes devíamos fazer o elogio dos pequenos gestos de cada dia e colher a grandeza que se esconde, na realidade, naquele que nos parece nada mais do que uma expressão de vida mínima.
«Parece-me que hoje não se pode dizer que estamos num tempo de fé, mas mais de feitiçarias, não tanto tempo de confiança, mas tempo de medo.