Sabedoria Popular: «Diz-se que as opiniões...»

Conto 15 agosto 2026  •  Tempo de Leitura: 1

Não sei o que pense ou diga… Diz-se que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, vozes de burro não chegam aos céus e são mais as vozes que as nozes. Na verdade, pela boca morre o peixe, quem muito fala pouco acerta e mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

 

Há que reconhecer que cada cabeça sua sentença, presunção e água benta cada qual toma a que quer e boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia. Não podemos esquecer que, obviamente, cada qual sabe onde lhe aperta o sapato, mais vale uma palavra antes que duas depois e quem cala consente.

 

Não ignoremos que quem diz as verdades perde as amizades, quando se zangam as comadres descobrem-se as verdades e quem diz o que quer ouve o que não quer. Sem dúvida que cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, com vinagre não se apanham moscas e mais vale cair em graça do que ser engraçado.

 

No entanto, quem tem boca vai a Roma, quando um burro fala o outro abaixa as orelhas, cão que ladra não morde e os cães ladram e caravana passa.

 

Não esqueçamos, por fim, que quem nos avisa nosso amigo é, seremos sempre presos por ter cão e presos por não ter e a pensar morreu um burro.

Paulo Costa

Conto

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