Corpo de Deus  |  Ano C

Liturgia 19 junho 2025  •  Tempo de Leitura: 2

Jesus é o Sacerdote eterno que abençoava o pão e o vinho
para partilhar com todos, todos, todos.

 

Quem sou eu para que me queiras à Tua mesa, Pão Vivo?

Jesus é O único Pão e O verdadeiro Vinho que saciam a fome de Esperança e Alegria.

Quem sou eu para Te acolher no meu coração, Pão Vivo?

Jesus pede, na última ceia, para partirmos e repartirmos o Pão e o Vinho em Sua memória?

Quem sou eu para que um gesto meu seja Teu, Pão Vivo?

…

 

Jesus, Pão Vivo
que responsabilidade abandonas em mim…
Não sou digna de Ti, nem dos Teus desígnios.
A minha boca não é a Porta Santa que se abre para o bem.
A minha língua não é o Altar limpo e puro que não profana a vida do próximo.
A minha garganta não é o cadeirão onde podes descansar, sem que eu Te peça algo para mim.
O meu coração não é o Sacrário vivo que irradia Paz, Justiça, Perdão e Amor verdadeiro.
A minha Alma não é membro do Teu corpo, nem da Tua Igreja,
porque não Te leva a Todos, nem traz todos a Ti…

 

Sou humana. Anseio coisas do mundo.
Erro e falho… Não Te adoro nem Te amo.
E Tu… Tão divino e tão belo,
partes-Te e repartes-Te…
voltas a ser migalha de Pão.

 

Sem hesitar ofereces-Te, vezes sem conta…
És recusado e negado…
És esquecido e abandonado…

 

Hoje…
pergunto-Te, angustiada:
O que queres de mim, Senhor?

 

E no silêncio…
ao escutar a Tua Palavra
a resposta ecoa no meu coração e sacia esta fome de Ti:

«Dai-lhes vós de comer»

 

O mesmo apelo… a mesma multiplicação… o mesmo Amor!

Obrigada, Pão Vivo, por não desistires de mim.

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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