«Também eu me ajoelho nas ruas de Myanmar», diz papa Francisco

Notícias 18 março 2021  •  Tempo de Leitura: 2

O papa referiu-se hoje à religiosa católica Ann Nu Tawng, que passou a ser internacionalmente reconhecida depois de, por diversas ocasiões, se ajoelhar e abrir os braços diante de soldados de Myanmar, implorando-lhes para não disparar sobre as pessoas que se manifestam nas ruas do país contra o regime militar.

 

«Mais uma vez, e com muita tristeza, sinto a urgência de evocar a dramática situação em Myanmar, onde muitas pessoas, sobretudo jovens, estão a perder a vida para oferecer esperança ao seu país», declarou Francisco, no termo da audiência geral.

 

«Também eu me ajoelho nas ruas de Myanmar e digo: cesse a violência; também eu estendo os meus braços e digo: prevaleça o diálogo. O sangue não resolve nada. Prevaleça o diálogo», vincou.

 

A primeira referência de Francisco à situação recente no país asiático, que visitou em novembro de 2017, remonta a 7 de fevereiro, e há duas semanas, a 13 de março, o papa voltou a expressar preocupação pelos «conflitos sangrentos».

 

Dois dias depois, o secretário de Estado da Santa Sé, Card. Pietro Parolin, escreveu, em nome do papa, ao arcebispo de Yangon e presidente da Conferência Episcopal de Myanmar, Card. Charles Bo, reiterando o apelo à paz.

 

Também na conclusão da audiência geral, o papa recordou que na próxima sexta-feira, 19 de março, a Igreja assinala a solenidade de S. José, que coincide com o início do Ano da Família “Amoris laetitia”, título da exortação apostólica do papa sobre o amor na família.

 

Francisco referiu-se a José, por quem tem grande devoção, como «grande santo»: «Na vida, no trabalho, na família, nos momentos de alegria e de dor, S. José buscou constantemente e amou o Senhor, merecendo o elogio da Sagrada Escritura como homem justo e sábio. Invocai-o sempre, especialmente nos momentos difíceis que podereis encontrar».

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