Deixa que me sente hoje contigo, Maria,

Mariologia 24 fevereiro 2019  •  Tempo de Leitura: 2 min

Deixa que me sente hoje contigo, Maria,

Que sejas tu o meu lugar de pausa,

Porque têm sido muitos os estímulos,

E quero pedir-te que me ajudes nas minhas respostas.

 

Mostra-me como o Teu coração se deixou abrir ao mistério de Deus.

Talvez tão distante da tua realidade de Nazaré,

Material, palpável, concreta.

Permitiste-te acreditar no que parecia impossível. 

Deixaste que te marcasse a vida esse Sim desafiador.

 

Fala-me de como se vive assim, em alegria simples.

De como te deixaste iluminar pelo brilho do Menino,

Que pudeste sentir crescer-te no ventre.

Que conversas terás partilhado com o teu Senhor,

Quando te viste eleita, na tua humildade!...

Deixaste que reinasse a esperança,

Quando à tua volta se impunham a dúvida e a incerteza.

Confiaste na palavra,

Aguardando os tempos necessários para que pudesse cumprir-se…

 

Diz-me como semeavas a presença de Deus nos teus dias.

Como deixavas chegar a Graça às rotinas da tua casa,

Às conversas com as mulheres e os homens do teu tempo,

Às escolhas que tiveste de fazer,

Às decisões que tomaste com a tua família.

 

Foi neste caminho de encontro contínuo que te preparaste para o Calvário?

Foi nesta confiança, treinada, aprendida, que pudeste ser fiel até à Cruz?

Esse momento ignóbil, impensável, cruel,

Da mais dura perda e de abandono…

Esse momento que, de um ou outro modo, chega sempre à vida de cada um…

 

Quando a derrota nos deixa à beira da loucura e do abismo…

Quando o negro não nos permite ver para além das nuvens do desespero…

Quando os nossos alicerces, “tão robustos”, se vergam como palha seca sob o peso do sofrimento…

Estende-nos a tua mão,

Segura-nos no teu olhar,

Ensina-nos a subir contigo os nossos calvários, Mãe!

De olhos postos no Crucificado… 

consigamos ver para além dos véus da dor, a promessa de Deus.

Catarina Gregório Martins

Cronista Mariologia

Subscrever Newsletter

Receba os artigos no seu e-mail