Não compreendo, mas confio

Crónicas 4 abril 2024  •  Tempo de Leitura: 2

De que me interessam as razões? É importante compreender o que se passa, mas será sempre mais importante viver em paz e com confiança no amanhã.

 

Compreendo a minha história, as razões da minha existência, os porquês e os para quês de cada dia da minha vida? Não! Mas sou inteligente o suficiente para compreender que tudo pode fazer sentido, ainda que eu não o entenda. A razão consegue alcançar uma verdade importante: há muitas realidades que a ultrapassam.

 

Conseguirá, por exemplo, uma criança compreender tudo o que os seus pais fazem por ela? O seu mundo perde encanto por causa disso? Não! Uma criança confia! Tanto que julga possível o mais inacreditável dos impossíveis.

 

De pouco importam as razões quando alguém não confia em si e desconfia de cada um dos outros… O que leva grande parte deles a também não acreditarem em quem neles não tem fé.

 

Não exijas confiança, faz por merecê-la.

 

A fé não depende da razão. Alguns não acreditam sequer no que está diante dos seus olhos. Como não o compreendem, julgam tratar-se de uma mentira.

 

O orgulho cega-nos. Os que se consideram excelentes julgam-se autossuficientes, afastam-se dos outros e acabam longe do mundo, do que são e do que podiam ser. Ninguém é feliz sozinho. É simples: ou confiamos uns nos outros e nos entreajudamos ou estamos condenados a ser infelizes.

 

Não deixes que a razão te esconda o infinito!

 

Só a confiança permite manter a esperança face a todos os medos, incompreensões e sofrimentos do caminho.

Artigos de opinião publicados no site da Agência Ecclesia e Rádio Renascença.

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