O coração voa fora de nós

Crónicas 11 agosto 2017  •  Tempo de Leitura: 2 min

O melhor de nós não é para nós. O coração vai para onde depositarmos a nossa atenção, as nossas esperanças e os nossos cuidados. Só raras vezes o nosso coração está dentro do nosso peito, e isso é bom. Muito.

 

Há infernos escondidos dentro de nós. Poços nos quais aqueles que se julgam mais do que são, aqueles que julgam que as aparências são mais importantes do que a verdade, aqueles que julgam bastar-se a si mesmos.

 

Há paraísos que podem ser encontrados. Corações em paz que acalmam as mais revoltas tempestades das nossas vidas.

 

É assim a um tal ponto que, por vezes e em certas pessoas, o ar que rodeia o corpo ganha uma cor subtil e muito bela. Quando se movem parecem cometas que deixam ouro espalhado por onde passam!

 

Outros há que, por terem assim o coração tão exposto, sentem tudo. As suas dores e as do mundo inteiro. Abraçam os corações que sofrem e com generosidade partilham o peso das angústias e dos desesperos, mas também se alegram com os que rejubilam pelas alegrias da vida!

 

O amor faz com que os corações se entreguem e se forme uma nuvem que permite aos que o aceitem caminhar por cima dos buracos e pedras deste mundo enganador.

 

O coração voa fora de nós e faz-nos voar, eleva-nos e leva-nos até ao ponto mais alto da existência: o céu! Ver o mundo através dos olhos do amor é admirar o coração de tudo o que nos rodeia.

 

Amar não é uma liberdade que se perde. É uma vontade de ser rico por se haver dado tudo!

 

E amor é tudo aquilo de que o mundo precisa.

Artigos de opinião publicados no site da Rádio Renascença.

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