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Crónicas 31 dezembro 2019  •  Tempo de Leitura: 2 min

Mais um ano. 

 

«O fim do ano é a afirmação indiscutível que um pedaço da nossa vida passou!»

 

Esta afirmação, apesar de controversa, é bem real. Morremos um pouco. Não voltamos a viver o passado. Não voltamos atrás. Por isso, a razão de tanto balanço e de uma lista de bons propósitos ou objetivos para o ano seguinte!

 

A celebração do último e do primeiro dia do ano é a aceitação do fim das coisas e de um novo início. A morte ou o fim, aceitamos com serenidade ou com o esforço de lhe procurar um sentido. Infelizmente a festa é, muitas das vezes, a procura do esquecimento do fim.

 

A festa serve para me esquecer das tristezas do ano e sobretudo da morte que, talvez, "acolheu" conhecidos, amigos ou familiares. O tempo que acaba diz-me que tudo acaba e eu nada posso fazer.

 

No entanto, festejamos não só o fim do ano, mas também o início de um novo ano. Aliás, o primeiro dia do ano é de festa. Verdadeiramente, este dia será como aquele último do ano e como o segundo dia. Terá 24 horas como sempre. Festejamos por ser o primeiro. A festa por este novo início diz-me que sou capaz de transformar inteiramente um dia porque o "revisto" de um significado totalmente novo!

 

O tempo que acaba significa o acabar, o morrer. O tempo que inicia significa que há uma nova esperança. Na minha liberdade sou capaz de projetar um novo futuro "vestindo" o presente de esperança.

 

E o Cristianismo diz-nos que a vida é mesmo assim: encontramos um sentido para o fim e esperamos um novo início. É a Esperança Cristã

 

Votos de um Ano Renovado de Esperança!

Licenciado em Teologia. Professor de EMRC. Adora fazer Voluntariado.

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