A Oração Mariana

Crónicas 10 dezembro 2019  •  Tempo de Leitura: 3 min

A Virgem Maria é uma das figuras de Advento. Isto quer dizer que podemos com ela preparar melhor o Natal.

 

No passado dia 8 celebramos a sua Imaculada Conceição. Esta festa põe em evidência a importância de Maria no plano de salvação de Deus para o seu povo. Ela é modelo de vida para qualquer cristão. Desde o seu SIM até à sua morte foi a humilde serva do Senhor. Acompanhou Jesus desde Belém ao Calvário. Nos bons e nos maus momentos, esteve presente. É a Senhora do Sim e é aquela que nos ajuda a dizer Sim a Jesus: «Fazei tudo o que Ele vos disser.» (Cf. Jo 2,5)

 

A grande oração mariana que temos é o Terço ou o Rosário, quando nos referimos à totalidade dos Mistérios da fé rezados e meditados: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Desde 2002, o Papa São João Paulo II, inseriu os Luminosos, que embora contemplem 5 mistérios da vida de Jesus e que podem ser rezados à 5ª feira, não fazem parte do Rosário em si.

 

Qual a razão para ser tão repetitiva e monótona? De onde vem?

 

A oração é feita através de palavras mentais ou sonoras, de silêncio e escuta, de rezas e meditação. São várias as modalidades e os percursos para dialogar com Deus, como também é diferente o coração e a interioridade de cada um de nós. Deus vem ao nosso encontro com a sua Palavra e o que importa é a escuta que deve ir bem funda no nosso coração e na nossa mente. No Terço pedimos a intercessão de Maria para melhor ouvir, falar e cumprir a vontade de Deus.

 

A verdadeira oração não pode ser apenas improvisada. Deve ser educada e formada segundo a escola do Evangelho e da Tradição da Igreja. Também não se limita à reza individual. Precisa dos irmãos na fé. Ela é vivida e partilhada em assembleia, em comunidade, tal como toda a vida humana.

 

O Rosário é uma oração que se reza como as Ladainhas.  A sua origem remonta ao séc. IX e aos mosteiros da Irlanda, onde os monges praticavam a recitação dos 150 Salmos de David. Como estavam presentes muitos cristãos que não sabiam ler, mas que desejavam esta proximidade e comunhão com Deus, levou a que os monges propusessem uma oração mais adequada a eles. Nasceu assim, a recitação de 150 Pai Nossos. Sucessivamente, difundiu-se pelo ocidente a alteração para a saudação do anjo no lugar do Pai Nosso, transformando o Saltério Bíblico num Saltério Mariano, que depois chamou-se Rosário.

 

A oração do Terço ou do Rosário é simples, mas não simplista. Quando recitada com calma ajuda a criar um clima de contemplação. É uma oração afetiva à mãe de Jesus.

 

Nos Mistérios do Rosário contemplamos com Maria a vida de Jesus que irradia a misericórdia de Deus Pai.

Licenciado em Teologia. Professor de EMRC. Adora fazer Voluntariado.

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