I Advento: «…até que veio o dilúvio, que a todos levou.»-Ano A

Crónicas 30 novembro 2019  •  Tempo de Leitura: 4 min

“Pelas nações do mundo inteiro e seus governos,
para que, abandonando os caminhos da guerra, convertam as armas em instrumentos de paz…”
Se a Fidelidade a Deus, fosse vivida intensamente na nossa vida,
a única arma que existiria, seria a Esperança de que o Amor tudo suporta!

 

Quando levantamos os olhos para o alto e não é a Deus quem queremos alcançar e servir,
o dilúvio deste mundo (que não faz brotar da terra árida e seca o Amor) abandona-nos num assustador desalento.
O regaço do Pai faz-nos agarrar àqueles a quem muito amamos: à nossa família!
É com eles que descobrimos que Ser instrumento de Paz é iminente para a nossa alegria.
É na Fidelidade ao berço, na nossa casa, que encontramos a melhor forma de Ser Missão!

 

O profeta do Advento, Isaías, aponta-nos esse caminho de Esperança:
«Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices.
Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra.»
S. Paulo fielmente inquieta e incentiva cada um de nós a Ser caminho para os outros:
«Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz»
Que bom seria se todos abríssemos o peito,
para rezarmos a uma só voz, esta estrofe pequenina e sentida do Salmo 122:
«Por amor de meus irmãos e amigos, pedirei a paz para ti.
Por amor da casa do Senhor, pedirei para ti todos os bens.»
,
Seríamos Luz… seríamos Paz… seríamos Esperança!

 

Hoje, iniciamos mais um Ano Litúrgico, o I domingo do Advento,
do Tempo que nos prepara para Aquele que vem!
O Ano A tem como Evangelista S. Mateus, o cobrador de impostos (decerto era um distraído nato…),
aquele que descreve o apelo do Salvador ao nosso estado de alerta máximo:
«…se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão,
estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.»
Este nosso velho hábito de pairar desatentos pela terra,
um dia, ainda nos leva para o centro de um tornado e, como estamos longe da Arca, seremos tomados!
Jesus vem para que os Seus passos, as Suas pegadas, sejam como um rasto que devemos seguir, sempre!
Foi com o Messias que a aliança mais bela se fez Carne.
O Cristo abriu os nossos olhos para a importância que a Paz deve emitir na nossa vida.

 

Durante estes próximos 4 domingos, a nossa derradeira Missão é:
Ser Esperança na dor! Ser Fé na confusão! Ser Amor no abandono!
Ser Luz no silêncio! Ser Coragem no desânimo! Ser Fidelidade na Família!
Repara como a Paz prospera,
quando os irmãos amam, verdadeiramente…
quando marido e mulher escutam a mesma melodia…
quando os pais respiram o mesmo ar dos filhos…
quando as únicas armas utilizadas são o diálogo, o carinho, a escuta, o abraço!
Juntos… na mesma Arca, onde quem reina é (só) o Deus de Jacob, a felicidade será um dado adquirido!

 

Levanta-te! Molha-te…
Não permaneças desprevenido, com a cabeça na terra e os pés no ar!
É tempo! Prepara-te para acolher um desafio que estremecerá com as prioridades do teu tempo.
Tu és instrumento de PAZ… aceita a Missão e converte, primeiro, o teu coração
para que os outros vejam em ti Luz, Bondade e queiram ser como tu…
Como tu és Fiel e segues O Menino que vem com o dilúvio do Amor! Levanta-te e molha-te…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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