XXXIII TC «…o templo estava ornado com belas pedras...» - Ano C

Crónicas 16 novembro 2019  •  Tempo de Leitura: 4 min

Fútil… Aquele que vive apenas para o que é visto!
Futilidade… Motivo pelo qual perdemos o melhor que a Vida nos dá!
Futilmente… Viver por viver, sem definir metas nem assumir projectos!
Infelizmente, o nosso século enquadra-se, perfeitamente, neste mote.
Há tanto fútil na terra que a futilidade com que vivemos parece normal…
Só um pequeno conselho: Se o teu dia-a-dia passa futilmente, muda!!!

 

Este mundo é habitado por nós, seres humanos, há milhares e milhares de anos.
Os erros da humanidade repetem-se ciclicamente e o que nos assusta hoje, assustava os nossos antepassados:
«O dia que há-de vir os abrasará – diz o Senhor do Universo – e não lhes deixará raiz nem ramos.»
Há relatos que nos ajudam a ver a Esperança e até a sentir a Esperança, quando aceitamos que:
«O Senhor virá governar com justiça.»
Com S. Paulo aprendemos que há passos no caminho menos bons:
«Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum,
mas ocupados em futilidades.»
Mas, é S. Paulo quem nos dá a força para permanecermos com a Missão do Anúncio de uma Terra mais justa:
«A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo,
que trabalhem tranquilamente, para ganharem o pão que comem.»
Então, entendemos que as nossas horas estão impressas no projeto que o Pai tem para cada um de nós.
Nada devemos temer!

 

Hoje, a liturgia do 33º domingo do Tempo Comum, do Ano C, assusta os fúteis:
«Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.»
e enaltece os que já encontraram e aceitaram a sua Missão:
«Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer.»
Depois do encontro profundo com Cristo, na nossa Vida «não ficará pedra sobre pedra»
existirá amor, liberdade e justiça, porque em Deus tudo é possível!
Não há trevas nem dor… há Esperança! Há Fé! Há Salvação! Há Deus…
Não olhes para trás quando sentires que é o Senhor da Vida quem chama.
Esse medo e a angústia de remar contra a sociedade atual, deixa-nos “como tolos em cima da ponte”.
Mas é preciso acertar o meu ao teu passo, para que o nosso Baptismo seja vivido plenamente.

 

Repara como o Amor é a ambição máxima de cada criatura que Deus colocou nesta terra.
Só que a forma como atingimos e sentimos esse Amor é diferente…
Hoje, interrogo-me pelo porquê que há quem queira ter pedras preciosas que adornam castelos…
Um dia, as tempestades desabarão e as pedras soltar-se-ão das paredes…ficarão perdidas para todo o sempre!
Muitos trabalham para ostentar uma riqueza inatingível e vivem presos ao que irão adquirir amanhã…
Onde está a liberdade de viver intensamente o Amor?
A Palavra Amor transforma-se em futilidade, quando pensamos que O podemos comprar!
Jesus inquieta-nos com palavras de guerras e desgraças naturais…
Lembra-nos que viver é muito mais do que comprar e ostentar.

 

Viver é construir um castelo no nosso peito com a Palavras de Amor e Esperança,
que trazem Luz ao caminho daqueles que andam perdidos e presos a este mundo!
Hoje, é urgente aquecer o caminho com Perseverança e partir em Missão! É urgente Ser Amor no mundo!
Não Temas!!! Nem hoje nem nunca!!! Tu és Filho de Deus, não podes cair na futilidade!
O melhor castelo é feito de abraços e carinhos! Acredita… e tem sempre presente:
Jesus está com quem imita Aqueles que vivem em prol do Bem e do Amor ao próximo…
Com aqueles que trabalham para que os castelos sejam um albergue simples e humilde, onde há Amor e a Salvação!
Agora, vai… «Ergue e levanta a cabeça, porque a libertação está próxima.»

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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