XXXII TC: «Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus…»

Crónicas 09 novembro 2019  •  Tempo de Leitura: 5 min

Mal… O Mal só vence se o alimentarmos!
Maldade… Praticar a Maldade é como abandonar tudo o que é Vida e Bom!
Maldoso… Ser Maldoso é como usufruir de um poder que não te leva a lugar algum!
Quando o tema é tão duro como a Maldade, o melhor é respirar fundo, pensar bem em tudo o que fazemos,
(a cada segundo que passa) calar profundamente e verificar se já alimentamos esse Mal algum dia…
Até, porque ser Maldoso não é assim tão difícil, pois não? Basta rir de quem tropeça na rua!

 

Cada homem e cada mulher nasce livre, mas tem que aprender a moldar o seu dia-a-dia à sociedade,
para que deixe de ser selvagem, para que desperte o seu interior para o bem-comum, para a Paz!
Há milhares de anos que a humanidade ergue bandeiras com sangue inocente, com escravidão,
com loucuras que um e outro aceitam de ânimo leve e em silêncio:
«Naqueles dias, foram presos sete irmãos, juntamente com a mãe, e o rei da Síria quis obrigá-los,
à força de golpes de azorrague e de nervos de boi, a comer carne de porco proibida pela Lei judaica.»
Se a liberdade fosse respeitada por todos os seres humanos, não existiria explicação para uma prece tão dolorosa:
«Protegei-me à sombra das vossas asas, longe dos ímpios que me fazem violência.
Senhor, mereça eu contemplar a vossa face e ao despertar saciar-me com a vossa imagem.»
A Oração seria sempre contemplativa, em acção de graças pelas maravilhas que Deus nos dá, e não pediríamos:
«Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé.»
A vitória de Jesus sobre a Morte, sobre a Maldade,
seria realidade e a Terra que habitamos seria o mundo que Deus criou!
Seríamos livres, se eu e tu amássemos o outro como ele é, e pelo que é:
Criatura do Senhor da Vida, Filho de Deus Pai!

 

Hoje, a liturgia do 32º domingo do Tempo Comum, do Ano C, relata-nos um episódio da vida de Jesus,
onde um grupo de Saduceus apresenta um “problema matemático” com um enunciado verbal enorme,
sem qualquer nota escrita, cheio de requintes de Malvadez e com a pergunta final:
«De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?»
Jesus, com a Sua bondade no expoente máximo, responde saborosamente:
«…aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos,
nem se casam nem se dão em casamento.»

 

Quando o Amor é tratado sem Amor…
Quando se fala dos relacionamentos humanos,
como se estivéssemos a discutir a melhor fórmula
para se branquear a toalha de mesa que tem uma nódoa de vinho tinto, é ser Maldoso!
Permitir que se mate a liberdade, a opção de escolha de qualquer Ser Humano,
e utilizar a lei como justificação, é praticar a Maldade!
Ficar em silêncio, quando se escuta tantos gritos de dor, é dar de beber ao Mal… à Morte!!!

 

Se tu e eu vivêssemos a Vida plenamente a lei seria demolida, porque existiria apenas o BEM!
Se eu e TU amássemos a Vida, eu queria apenas o teu sorriso e tu querias a minha felicidade!
Se fossemos UM com o Senhor Deus da Vida, a Fé seria rainha e a Ressurreição a única recompensa ambicionada!
Mas… Ainda temos dúvidas sobre o Amor e a Vida… sobre a Liberdade humana!
Aqui nasce o desafio ao jeito da retórica:
Quando te obrigam a algo, sem que haja motivo aparente nem explicação para tal decisão, acatas a ordem?”
“Então, será que não o fazes aos outros?”
O nosso Baptismo é muito maior do que qualquer lei…
Somos profetas, reis e sacerdotes da VIDA! Não somos Maldosos, limpamos o Mal e vencemos a Maldade…
Agora… Vai e Sê Esperança! És Livre e…
É tua, a Missão de falar do nosso Pai aos outros, com a alegria de que:
«Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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