Recordarmos aqueles que nos foram tão santos!

Crónicas 01 novembro 2019  •  Tempo de Leitura: 3 min

Hoje celebramos o Dia de Todos os Santos (a Igreja recorda aqueles e aquelas que foram reconhecidos por si como modelos de santidade, mas também todos aqueles que no seu anonimato foram presença viva do Evangelho e de santidade para tantos e tantas) e recorda-nos, isto mesmo, em véspera de comemoração de todos os fiéis defuntos (dia em que nos lembramos daqueles e daquelas que cruzaram os caminhos da nossa vida e que agora vivem na eternidade do Reino). E, como tal, não deixa de ser curioso que em tantos locais a romagem aos cemitérios, por motivos de logística, pois apenas o dia 1 de Novembro (Dia de Todos os Santos) é considerado feriado nacional, permite que se aproveite a maior disponibilidade para, ao se recordar a santidade, nos lembrarmos daqueles que nos foram tão santos. Não me quero focar na hipocrisia que possa existir no aumento de afluência aos cemitérios nestes dias esquecendo-nos durante o resto do ano daqueles que já não se encontram entre nós, mas pegar efetivamente naquilo que de melhor tem este dia: recordarmos aqueles que nos foram tão santos!

 

Sim, porque aqueles que nos abandonaram, são eles santos e santas na nossa vida. Todos nós temos, nas linhas da nossa história, nomes dos santos que alegraram a nossa vida com a sua existência. Temos bem presente, na lista dos inconfundíveis, os nomes dos santos e santas que partiram cedo demais sem nos termos apercebido totalmente daquilo eram e da importância que tinham para nós. Guardamos, bem junto do nosso coração, os nomes de tantos santos e santas que connosco partilharam as encruzilhadas da nossa vida e que agora vivem na plenitude da eternidade que não sabemos explicar muito bem como é e o que é, mas que a sentimos sempre que recordamos este alguém com amor e saudade. Soletramos, tantas e tantas vezes, no silêncio das nossas vidas, os nomes daqueles que nos consolavam com os seus abraços, com o seu apoio, com as suas palavras e com as suas formas de estar. Vive, em tudo aquilo que somos, o nome de tantos e tantas que nos falavam do bom e do belo com os seus olhares que nos davam a conhecer o verdadeiro valor da vida. 

 

Hoje recordamos aqueles que nos foram tão santos, porque só os santos nos podem amar e cuidar. Só os santos podem continuar a viver em nós depois de já não os podemos tocar e relembrar as linhas da sua humanidade. Só os santos podem-se fazer tão presentes quando já não podemos contemplar com os nossos olhos a sua existência. Só os santos nos podem falar da eternidade quando se deixam eternizar para sempre nas nossas vidas!

 

Hoje celebramos e recordamos conhecidos e desconhecidos. Amigos e familiares. Vizinhos e companheiros de viagem que de uma forma ou de outra fizeram a diferença neste nosso caminhar pelo mundo. Hoje damos graças pela graça que tantos e tantas deram às nossas vidas.

 

Hoje recordarmos aqueles que nos foram tão santos e que por isso mesmo jamais morrerão!

Nasceu em 1994. É estudante do Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É acólito e catequista. Adora pensar e pôr os outros a pensar. “Porque nem tudo faz sentido...” é o nome do seu blog e da sua primeira obra literária lançada em 2014. Desbrava um caminho de encontro consigo mesmo, com o outro e com Deus. “Minh'alma anseia por mais de Ti. Meu coração só deseja a Ti. Lembro do dia em que Te conheci. A minha vida mudou. A minha vida mudou.”.

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