«Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus...»

Crónicas 12 outubro 2019  •  Tempo de Leitura: 4 min

Glória… Cada um de nós sonha com o alcance total da Glória!
Glorificado… Ser Glorificado é o culminar de qualquer projecto que traçamos!
Glorificar… Mas é ao Glorificar Alguém que a felicidade nos invade, e o coração transborda belas melodias!
É este o verdadeiro Espírito Cristão: Viver pelo outro!
Viver quando sentimos que quem está ao nosso lado está bem e feliz!
Parece utopia… mas, não é! É aceitar cumprir a vontade do Pai e glorificar o Seu nome, sempre,
(até nos momentos mais tristes do nosso terno viver) porque foi o Senhor quem nos deu a vida!

 

Durante a nossa jornada pela terra, seja ela já longa ou ainda curta,
deparámo-nos com escassos segundos de alegria plena e longos dias de insatisfação…
Gostamos do fatalismo e rapidamente esquecemos o lado bom!
Há porém uma explicação leve e que nos traz aquela lufada de ar fresco: Somos pessimistas por natureza humana…
especialmente, quando não encontramos o motivo pelo qual a tristeza,
a desgraça, a doença e a morte se atravessaram no nosso caminho…
Mas, (Graças a Deus há sempre um MAS) como somos Filhos de Deus, a Nossa Natureza Divina vem e resgata-nos:
«Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel.»
Quando reconhecemos que Deus opera todas as maravilhas que habitam a face da terra,
conseguimos sair da tristeza e os bons segundos superam os dias de insatisfação, porque confiamos que:
«O Senhor deu a conhecer a salvação, revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade em favor da casa de Israel.»
Ficamos fortalecidos e prontos para qualquer pormenor menos bom, para qualquer contratempo.
Então, afirmamos com toda a fé que a Palavra nos projecta: «Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos,
para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna.»
Somos e sentimo-nos Amados… não há quem nos afaste deste caminho!

 

Hoje, no 28º domingo do Tempo Comum, do Ano C, S. Lucas, o Médico, cura o pessimismo que nos agarra a vida,
com o receituário de uma atitude humilde que devemos tomar como profilaxia:
«Jesus, Mestre, tem compaixão de nós».
A voz e o olhar de Jesus são mais doces do que a medicação, e perante o clamor dá apenas uma ordem:
«Ide mostrar-vos aos sacerdotes».
O Salvador não espera qualquer agradecimento… conhece bem o coração de cada um de nós!
Talvez, no profundo do seu íntimo humano, tenha sentido uma ligeira dor pela falta de amor…
que depressa foi anestesiada por um estrangeiro, por alguém que ainda não conhecia o Messias,
alguém que «… prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer.»

 

Agradecer! Dar Glória… Glorificar e ser Glorificado!
Quando fores capaz de dar Glória a Deus
pela Esperança que desponta de um caminho rude, cinzento e frio,
serás dignamente glorificado!
Glorificar o nosso dia-a-dia, cada hora, cada minuto,
cada segundo do nosso respirar,
Aquele que apenas com o olhar nos levanta do chão,
é ter a cura permanente e gratuita para qualquer doença que, porventura, poderá subjugar o nosso caminhar!

 

Agora, «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou»
Ergue o teu rosto ao Céu e enterra os medos.
Rejubila com os momentos menos bondosos e aprende a amar, verdadeiramente, os bons momentos!
Aquele que ama sabe o quanto é importante agradecer o dom da vida que Deus nos dá!
Glorificar é muito melhor do que ser glorificado…

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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