Partindo ao encontro da felicidade

Crónicas 20 maio 2019  •  Tempo de Leitura: 2 min

Quantos de nós se deixa ficar por medo de partir? Quantos de nós se deixa estar, se deixa acomodar por medo de fazer diferente? É, partir dá medo, faz-te sentir as tuas inseguranças ao máximo. Dá um friozinho na barriga e faz-te duvidar de tudo. Partir não se trata sempre de mudar de país, ir em missão ou ser voluntário. Partir trata-se de seres tu ainda que com medo de errar. Trata-se de ser tu ainda que com todas as tuas fraquezas e inseguranças.

 

Partir não se trata somente da adrenalina de fazer diferente, mas sim do respeito e do cuidado de ti. Trata-se de respeitares o que és, o que sentes. Trata-se de te ouvires. Trata-se de levares a tua felicidade a sério, de levares os teus sentimentos a sério. Não se trata de dar, de partilhar ou entregar. Trata-se de ser. O que és? Quem és? O que sonhas? O que amas? O que vives?

 

Partir começa quando enfrentas o medo e te fazes perguntas. Partir começa quando te despes do mundo e te encaras ao espelho tal e como és. Talvez isso mostre o que tentas esconder e te faça enfrentar os monstros do armário e outros dos quais nem sabias a existência.

 

Partir trata-se de deixar tudo. Trata-se de voltar à semente, à tua semente, ao teu cerne e de te atreveres, de ousares colocar-te em terra fértil. E simplesmente ser e sendo, ser plenamente feliz. Não se trata de fazer coisas. Trata-se de ser. Trata-se de te amares e amares o mundo de volta como retribuição simplesmente sendo quem és.

 

Pelo caminho vais-te esquecendo do medo que tinhas de perder e vais-te permitindo encontrar-te. Vais-te permitindo ser encontrado. Pelo caminho vais sentir e viver que basta simplesmente ser tu e que sendo e amando tudo está bem, tudo fica bem. Pelo caminho percebes que estavas errado quando um dia te pensaste imperfeito, incapaz e incompleto. Com o caminhar compreendes que todos somos seremos imperfeitos e defeituosos quando nos forçamos a fazer parte. Como diz Yrsa Daley-Ward “Se tens que dobrar para caber então essa não é a forma correta” Então sejamos ousados e persistentes para não desistirmos de encontrar a nossa forma, o nosso lugar onde baste ser, basta amar para ser feliz.

Paula Ascenção

Cronista

Leiga Missionária Comboniana por vocação. Gerontóloga de profissão. Nasci do amor e fiz d’Ele o meu caminho e missão. O meu lema de vida é “Ama e farás o que quiseres”. Peregrina de mim, viajante da vida, do mundo e das pessoas. Levo o coração como bússola e o amor de Deus como mapa no bolso de trás.

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