É com amor que salvamos o mundo

Crónicas 22 abril 2019  •  Tempo de Leitura: 3 min

O amor universal que nos une sempre será a minha luta, o meu sonho, a minha revolta, o que me faz adormecer e acordar. Sempre será o que me move. Não podemos, ninguém pode ficar indiferente perante o sofrimento humano não importa quem seja. Não se trata apenas de uma luta. Não se trata de uma luta contra o racismo, xenofobia ou qualquer outro preconceito. Não é só uma luta pela união religiosa, não é só algo, é tudo. É o amor enquanto direito humano fundamental de cada ser humano. É esse amor como fundamento da liberdade que existe em cada um de nós de ser, fazer, rezar e ter o que quiser. Sabendo e reconhecendo sempre que a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro.

 

Acredito que precisamos de (re)voltar-nos para o amor, precisamos de (re)evolucionar-nos para o amor e com amor. o que mais me tocou foi quando na infância alguém repetiu: “não foi comigo, não tenho a ver com isso” ou “não te metas”. No outro dia li Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar... (Martin Niemöller,1933)

 

Sim, eu meto-me. Revolto-me. Devemos meter-nos. Não é uma luta dos outros. Não é um caminho que o outro deva percorrer para a liberdade do amor. É um caminho e uma luta que todos, religiosos e não religiosos, homens, mulheres, idosos, crianças e adultos. Todos amem a quem amem. Todos sejam de onde sejam e professem o que professem. Estamos unidos. Sentem? É o teu irmão! É o meu irmão, o nosso irmão quem está a sofrer aqui, no outro lado do mundo. Conheçamos ou não o seu nome é meu irmão no amor. Porque também a ele Deus ama infinita e imensamente tal e como é. Devo lutar por ele. Devo caminhar com ele para a liberdade e pela paz.

 

É pelo amor que vamos. É com amor que vamos é com a ousadia de nos sabermos abraçados no amor que caminhamos pela paz, pela serenidade em cada um dos nossos corações, em cada uma das nossas famílias, em cada uma das nossas vidas. De repente e começando connosco estaremos conquistando o mundo com amor e paz pela união do mundo inteiro.

Paula Ascenção

Cronista

Leiga Missionária Comboniana por vocação. Gerontóloga de profissão. Nasci do amor e fiz d’Ele o meu caminho e missão. O meu lema de vida é “Ama e farás o que quiseres”. Peregrina de mim, viajante da vida, do mundo e das pessoas. Levo o coração como bússola e o amor de Deus como mapa no bolso de trás.

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