Só o Amor salva

Crónicas 18 abril 2019  •  Tempo de Leitura: 1 min

O tempo em que vivemos, paradoxalmente atira-nos para novas e diferentes experiência do amor e retira-nos a vontade de amar, ainda que saibamos que a essência da vida é amar e ser amado. A inconstância e a efemeridade das relações leva-nos tantas vezes a ter medo de nos aproximarmos de outras pessoas. Estamos escaldados, diz o nosso Povo.

 

Mas o vazio interior que tantas vezes nos habita, leva-nos também a saltitar de relação em relação e nada sustentar com compromisso e brilho no olhar. E sobretudo, gratidão profunda.

 

Um amor imposto ou um amor destrutivo é tudo aquilo que não procuramos na vida. Amamos porque sim e é em pessoas com rosto, com nome, que o Amor se manifesta e concretiza. Bloqueamos pessoas e tantas vezes nos bloqueamos a nós próprios. Mas não podemos bloquear o canal de onde jorra o Amor que salva.

 

É este Amor que salva que, por essência, é capaz de escutar sem se cansar, capaz de acolher sem julgar, capaz de servir sem cobrar, é capaz de congregar e não dispersar, capaz de reciprocidade porque dado e recebido.

 

É este Amor que salva que tem um segredo muito particular: Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros (Jo 13, 11).

 

É esta a narrativa inédita do Amor que salva, porque o Amor é concreto e tem destinatário: tu e eu! A Humanidade inteira!

Cristina Duarte

Cronista

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