Reavivar o encontro com a nossa verdade

Crónicas 04 abril 2019  •  Tempo de Leitura: 1 min

A vida é, por excelência, o lugar em que os sonhos se cumprem.

Não basta pensar, projectar, definir estratégias, criar objectivos. A realidade vital já existe em nós, antes de a pensarmos. Por isso, para tudo e em tudo é preciso operacionalizar, preferencialmente naquilo que nos possa apontar o infinito e o eterno e assim construirmos um tesouro onde a traça não entre.

É que há sonhos que não passam de ilusões: o sonho da posse, do poder, da glória, da projecção da imagem. E isto permanece sempre no plano da caducidade.

Os nossos sonhos deveriam ter sempre direito a uma identidade: a Divina. 

É que quando passam somente pelo crivo da identidade humana podem ter apenas o preço da superficialidade.

Os sonhos deveriam existir com direito á cidadania Divina.

Começamos qualquer coisa de novo, primeiro no pensamento, mas acima de tudo, na realidade vivencial.

A primavera ensina-nos a pintar a vida de várias cores e mostra-nos que a aparente inércia das sementes, afinal, quando sabemos esperar, dá flores lindas.  

Toda a vida é prenhe de sonhos ao alcance da mão. E basta que em cada dia nos lancemos na imensa aventura do que é dar o melhor de nós, determinando-nos a viver.

Para isso, precisamos de não reduzir o nosso quotidiano a uma vida minúscula.

E uma das melhores formas de aceder a uma vida em plenitude é reavivar o encontro com a nossa verdade. E será sempre o nosso mundo interior que nos dirá quem realmente somos.

Esse mundo, onde habitam os sonhos: os que se cumprem e se sustentam, porque alicerçados numa força Divina.

Cristina Duarte

Cronista

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