A vida quer viver: sempre!

Crónicas 21 fevereiro 2019  •  Tempo de Leitura: 1 min

Levantamo-nos pela manhã com o coração cheio de sonhos e são esses que nos levam a fazer escolhas, limpar o matagal e desbravar caminhos onde queremos colocar os pés com firmeza e alegria.

 

A vida cumprida é uma porção de escolhas que em cada dia fazemos: o que vestir, o que comer, o que dizer, o que escrever, o que dar, como conduzir, o que sentir, o que pensar, o que comprar, onde morar, em quem votar, como avaliar, o que escutar.... O que ser!

 

A vida cumprida é, antes de mais, deitar para fora as sementes fecundas que no nosso coração foram colocadas. E são tantas!  Deitá-las em terras aradas, cheias de oxigénio onde há todo um potencial para germinar.

 

A vida cumprida é aquela que nos lança para a frente, mas sobretudo para fora de nós, numa entrega sem medida, gratuita, plena.

 

Precisamos desta vida, ainda que construída no esforço diário entre lágrimas e soluços, entre quedas e superações, entre tristezas e alegrias, entre saúde e doença, entre abandonos e presenças.

 

Precisamos desta vida que passe do sonho ao concreto, que passe do indecifrável ao objetivo, que se torne uma dança constante de gestos simples, mas significativos, que puxam os olhos para a eternidade e assim entendermos que nem sempre tropeçamos em pedras, mas que podemos olhar as estrelas.

 

Precisamos de nos levantar pela manhã com coragem para que o dia em nós cumpra toda a sua promessa: ser inteiro!

 

Pois a vida quer viver: sempre!

Cristina Duarte

Cronista

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