IV TC: «Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.»

Crónicas 03 fevereiro 2019  •  Tempo de Leitura: 5 min

Escolher… a vida apresenta-nos caminhos diversos e obriga-nos a escolher.
Escolher… o que fazemos e o que queremos fazer, leva-nos a escolher entre a continuidade e a mudança.
Escolher… o que calçamos todos os dias é igualmente uma tarefa imposta entre escolher sapatos ou sapatilhas.
Escolher e ser O escolhido deve ser o que fazemos diariamente sem pensar, sem ponderar, sem reflectir…
de uma forma quase inata, sem colocar Deus na decisão;
sem perguntar o que faria Este Nosso Deus, se a Escolha fosse Dele!

 

A Missão de Ser Profeta na terra criada por Deus, nosso Pai, é escolha árdua e muito insana para este nosso século.
No entanto, insistimos arduamente em Baptizar quem nasce, em ambicionar Jornadas da Juventude,
em escutar o Papa Francisco… mas, oferecer um “SIM!” puro e contínuo… abala-nos!

 

Este Antigo Testamento já não faz mossa na nossa vida.
É algo que pouco nos inquieta e não nos faz escolher Deus nem o Seu Projeto de Felicidade plena.
Hoje, temos mesmo de abrir os ouvidos para escutar e o coração para acolher a beleza que os profetas escrevem:
«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi;
antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações.»
Será que Deus deixou de nos escolher?
Hoje, devemos abrir a nossa bocapara proclamar a salvaçãoque vem de Deus se O Escolhermos:
«Sois Vós, Senhor, a minha esperança, a minha confiança desde a juventude. 
Desde o nascimento Vós me sustentais, desde o seio materno sois o meu protector.»
Será que temos essa Fé, essa Esperança verdadeira e fecunda?
Hoje, é urgente abrir as mãos para acolher a dor de todos os que não sabem amar, por não se amarem:
«A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.»
Será que conseguimos fazer brotar da Fé e da Esperança esta Caridade, este AMOR?

 

Hoje, a liturgia do 4º domingo do Tempo Comum, do Ano C, apresenta-nos imensos caminhos,
para Escolhermos a meta do Amor!
Quantas vezes, a resposta de Jesus: «Nenhum profeta é bem recebido na sua terra!»é para cada um de nós.
Somos nós que desdenhamos e duvidamos da capacidade do outro em ter Deus mais vivo que nunca dentro de si.
Somos nós que não queremos Ser esse Profeta, porque a sociedade vai afastar-nos e rir.
Somos nós, eu e tu, que não queremos viver intensamente Este Nosso Baptismo de Amor,
que nos leva a Amar todos os Escolhidos do Pai.
e… como nos custa ler, escutar, processar e acatar estas duras palavras!
Só nos apetece precipitar de uma colina abaixo aquele que ousou proferi-las…

 

«Médico, cura-te a ti mesmo»
é por aqui que temos que escolher!
Curarmos primeiro o nosso coração e prepará-lo para a Missão de SER O ESCOLHIDO!
Ser aquele que é capaz de fiel e firmemente cumprirhoje mesmo, a vontade do Pai.

 

Não fiques parado a olhar para aqueles que vivem intensamente a lufa-lufa diária e frenética da evolução.
Foca-te na semente da Fé que os teus pais te abandonaram no peito.
Se a regares e se a tratares com Esperança fará de “Ti uma cidade fortificada”.
e não haverá quem te vencerá porque DEUS está contigo para te salvar…
Não penses muito neste pedido do Pai… limita-te a executá-lo e fazer desta Escolha a Tua Vida.
Um Vida plena em AMAR o Próximo! Pensavas que era só anunciar? Não!!!
Deus é um modernaço e ginga jogaconsoante os tempos…
Não te deixa dormir em outras eras e faz com que sejas um tipo porreiro.
Repara como é HOJE e AGORA que se vive o Hino ao Amor de S. Paulo… (1ª Cor 13)

 

Não percas o autocarro do AMOR!
Passa pelo meio de todos os que temem aceitar viver em Cristo
e sê O Escolhido!

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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