Todas as pessoas são boas depois de as conhecermos

Crónicas 24 janeiro 2019  •  Tempo de Leitura: 2 min

Há um desejo de infinito em cada ser humano. Um desejo secreto de bondade.

 

E é essencial assumirmos com firmeza e vigor esta busca de infinito do que nos resignarmos à enfadonha perspetiva de que a realidade é somente escura e que só nos traz pré-ocupações.

 

Fomos criados para as alturas e cada pessoa busca em si – e quantas vezes fora de si – modelos que ajudem a viver com a consciência de que somos seres que, no interior de si mesmos, querem o bem.

Entre acertos e desacertos, entre a luz e a escuridão, caminhos e descaminhos, vamos procurando a verdade de nós e de cada pessoa e vamos descobrindo a beleza, quantas vezes escondida, que cada uma transporta dentro de si. Uma beleza tímida em se manifestar; uma beleza que carece de um pontapé de motivação para se expandir; uma beleza que precisa de quem acredite nela; uma beleza que precisa de uma sensibilidade microscópica para a descobrir no interior de cada um; uma beleza que nos convida a deitar fora os nossos pré-juízos e os nossos pré-conceitos e poder entrar no espaço sagrado que é cada pessoa.  

 

A natureza Divina move-se dentro da natureza humana e é a primeira que nos ajuda a desembaraçar-nos das nossas fragilidades – e a aceitar estas mesmas fragilidades -  da ansiedade e apreensão que nos ocupam, para nos transformar em seres que vivem a plenitude da existência e a assumir na alegria a vitalidade positiva desta busca de infinito.

 

E é por isto que, nos processos de relacionamento com qualquer pessoa, cabe a cada um de nós procurar ver as dimensões que espelham a bondade que ela transporta, pois todas as pessoas são boas depois de as conhecermos. 

Cristina Duarte

Cronista

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