BAPTISMO DO SENHOR: «Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo...»

Crónicas 12 janeiro 2019  •  Tempo de Leitura: 4 min

Enlevo… é o que desejamos Ser na vida de alguém que amamos!
Enlevo… é o que ansiamos Ter na nossa própria vida!
Enlevo… é o que nos faz vibrar, sentir, caminhar, sorrir, falar! É acção… é extasietotal!
Quando um acontecimento é capaz de nos preencher a mente até ao coração
e o ponto final da alegria é localizado na Alma,
estamos perante o melhor dos melhoresminutos que Deus nos providencia!

 

Um enlevo tem obrigatoriamente a mão de Deus.
Não podemos sentir um borbulhar total de felicidade infinita,
sem que o Pai o aprove com toda a Sua complacência! Somos Dele e a Ele iremos regressar!
Não podemos permanecer com aquela minhocana cabeça de que
a Vida é para ser vivida e eu cá sei o que é melhor para mim…”!
Como um Bom Pai de Família, Deus abre as portas da Sua Casa
e acolhe-nos com toda a ternura, a caridade, o Amor, a Liberdade!
Semeia em cada um de nós sonhos, anseios, Esperanças e vontades que por vezes nem sabemos explicar…
Mas, não exige a nossa permanência na Sua Casa, nem tão pouco quer a nossa tristeza!
Procura-nos! Quer ver-nos! Quer salvar-nos! Quer abraçar-nos… é Pai! E dá-nos a Sua Palavra que nos guia…

 

Isaías, o profeta do Messias,descreve a contemplação que Deus demonstra pelo Seu Filho:
«Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça;
tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações…»
No salmo 28 os Filhos de Deus, abençoados pela Paz em que vivem, louvam a sua Criação,
mais concretamente a água que nos refresca a Alma e purifica o coração:
«Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor, o Senhor senta-Se como Rei eterno.»
Nos Atos dos Apóstolos, S. Pedro, fortalecido pelo Santo Espírito de Deus,
revela que o Salvador vem para todos os Povos:
«… Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio,
porque Deus estava com Ele».

 

A Liturgia da Solenidade do Baptismo do Senhor imerge-nos na Caridade do Pai.
É o relato mais belo do Enlevoque Deus sente pelo Seu Filho:
«Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».
Jesus, Aquele que é morada perfeita do Espírito Santo, acolhe a Missão, o Projeto de Deus,
de uma forma tão natural, tão bela, tão humilde, tão humana que só pode ser Divino!
Não estremece perante as acusações, nem fica reticente perante o dilúvio dos mares e o negro das nuvens!
Não quer para Si a taça maior, nem se enleva para que se prostrem diante Dele.
Não afasta os pecadores, como eu e como tu, fita-nos nos olhos e queima-nos a Alma!

 

Jesus… É o Servo que mergulha no Rio Jordão,
para abrir novamente as águas, e para que a Liberdade chegue a toda a humanidade.
Não somos dignos de desatar as correias das Suas Sandálias, mas é este Filho muito amado,
quem nos serve um Sacramento de Amor sem fim!
Ao escutarmos a Palavra de Deus, o coração devaneia e ganha um novo alento…
ganha vida no Rosto e nos gestos deste Servo Salvador, deste Messias que é meu e é teu irmão!
Neste Filho que só pode Ser o Agradototal do Seu Senhor… a verdadeira menina dos Seus olhos… o AMOR!
Para este ano que estamos a iniciar… formula, hoje, um desejo para a tua nova oportunidade de viver…
e… se sentires o teu Baptismo, como Jesus acolheu o Dele, quererás Ser Servo…
Quererás Ser Enlevo, e obter a Complacência do Pai como Missão de espalhá-la nesta Terra,
onde o fogo e água não se tocam, mas alimentam o coração e a Alma de quem sabe o que é Ser Baptizado!

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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