Jesus foi verdadeiramente homem

Crónicas 11 janeiro 2019  •  Tempo de Leitura: 3 min

"Jesus é um homem concreto, um homem que é Deus mas homem.

Não é Deus disfarçado de homem. Não. Homem, Deus que se fez homem. A carne de Cristo."

Papa Francisco - 7 de Janeiro na Homília na casa Santa Marta

 

 

O Papa Francisco esta semana usou estas palavras (acima citadas) para falar da concretude dos mandamentos de Deus e, acima de tudo, para nos dizer que nós, cristãos, deveremos ter atitudes concretas em vez de palavras muito belas, mas estas mesmas palavras levaram-me a um pensamento diferente e por consequência a uma outra temática. 

 

A dificuldade que muitos de nós, cristãos e até mesmo ateus, sentimos numa profissão de fé ou de evolução dessa mesma fé prende-se, muitas vezes, com esta desconfiança sobre a existência verdadeira de Jesus Cristo que, sendo Deus, foi também Ele mesmo homem. 

 

Surge em nós, em diversas circunstâncias, esta desconfiança da existência humana e história de um Deus que quis deixar de lado a "estratosfera" e vir habitar tal e qual como nós. Chega a ser, em muitos momentos, uma "ideia" quase absurda e de difícil concretização, mas a verdade é que os relatos da sua existência humana são fidedignos e diversos. E esta constatação é fundamental para a nossa fé! Sim, porque não poderemos deixar que a fé cresça em nós se não formos capazes de, primeiramente, reconhecermos a Sua existência como homem, como ser humano (que partilhou também da substância divina, daí o "Consubstancial" proferido no Credo). 

 

Precisamos de O reconhecer na Sua humanidade para conseguirmos entender a Sua divindade. Precisamos de aceitar a Sua humanidade para chegarmos ao patamar da metafísica. Precisamos de acreditar na Sua existência terrena para que possamos ter fé na Sua eterna vivência. 

 

Jesus não foi uma história de "conto de fadas" e muito menos viveu fora dos patamares das leis deste mundo. Jesus foi a presença viva de Deus e, por isso mesmo, foi a prova mais que provada da concretude dos atos deste mesmo Deus. 

 

Aceitarmos e reconhecermos a Sua existência pode não nos levar à Sua divindade, mas deve-nos fazer chegar à sua plena humanidade que continua, de uma forma ou de outra, a inquietar-nos e isso só nos pode levar ao caminho do bom, do belo e da paz!

 

A fé em Jesus começa a brotar quando O olhamos como um Deus que quis partilhar da nossa humanidade para demonstrar a Sua tão grande divindade.

Nasceu em 1994. É estudante do Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É acólito e catequista. Adora pensar e pôr os outros a pensar. “Porque nem tudo faz sentido...” é o nome do seu blog e da sua primeira obra literária lançada em 2014. Desbrava um caminho de encontro consigo mesmo, com o outro e com Deus. “Minh'alma anseia por mais de Ti. Meu coração só deseja a Ti. Lembro do dia em que Te conheci. A minha vida mudou. A minha vida mudou.”.

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