Construir

Crónicas 29 dezembro 2018  •  Tempo de Leitura: 1 min

Em breve deixaremos sair mais um ano do calendário.

Cada folha que passou, 

Do amanhecer ao pôr-do-sol,

Cimentou mais um tijolo nesta construção interior que somos.

Houve tijolos coloridos, cheios de luz,

Tijolos suados, presos quase à força neste empedrado.

Tijolos pensados, planeados, intuídos, sonhados até...

E tijolos que ficaram presos sem sabermos bem como, tão rápida e estranha foi a sua passagem.

 

Virão, em breve, formas novas, com novo número timbrado, para moldar a massa que nos faz.

Que ultrapassemos as retóricas dos planos de Ano Novo, 

E atravessemos de forma consciente a mudança no calendário.

Para que os nossos tijolos não sejam afinal parte de um muro que nos isola, 

Mas se usem antes para refazer ruínas, e levantem, à nossa volta, estruturas de encontro e abrigo para qualquer um que passe ao nosso lado!

 

A todos um Ano Novo feito de (boas) construções!

Catarina Gregório Martins

Cronista Mariologia

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