Solenidade de Cristo Rei do Universo: «É como dizes: sou Rei!»

Crónicas 24 novembro 2018  •  Tempo de Leitura: 4 min

Realeza…
Ser rei para erguer pontes… Ser rei para repor a justiça… Ser rei para servir!
O ideal da palavra Rei leva-nos para um Reino distante que já não é deste mundo.
Ser rei desta terra que caminha “sem Rei nem Roque”, é o mote mais adequado para O hojeem que vivemos.
Este negativismo é a expressão dura e dolorosa de um futuro incerto que nos provoca um rosto pesado.

 

Quando a Realeza era vista como algo intocável e fora do alcance dos comuns mortais,
a humanidade ansiava a visita do rei, o conseguir falar com o rei e até o simples olhar do rei.
A geração vindoura já não irá sentir, nem irá saber o que é o rei, nem o poder que exercia.
O rei será como uma visão remota que sobrevoa a nossa imaginação…

 

Mas, para nós: Os Baptizados, “o Rei” jamais será uma Palavra sem sentido.
«O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído.»
Aquele que ergue pontes para unir corações…
«O Senhor é rei num trono de luz.»
Aquele que repõe a Justiça com Palavras de Perdão…
«Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado…»
Aquele que vem para servir com um olhar meigo e terno…
Nós habbemus REI ETERNO!

 

Hoje, a solenidade de Cristo Rei do Universo, termina o Evangelho segundo S. Marcos, (termina o ano B)
com uma questão que nos coloca no Inícioda nossa caminhada como Cristãos: «Tu és o Rei dos Judeus?»
Aceitar um Rei que não tem armas, que não tem várias leis, que não tem palácios, que não tem uma só corte…
e responder: “Ámen!”é curioso… é remoto (até) desta realidade virtual que arrasta multidões!
“Não diz a cara com a careta” e para os mais jovens, que têm este dia como o Seu DIA…
leva-os ao fim da linha de uma vida sem Esperança!

 

Os que abrem as portas, de par em par, ao Cristo e à Sua Cruz,
sem revolta nem dúvida, agarram a Missão de Ser Servo e Amar incondicionalmente!
Os gestos, as palavras, os abraços, os sorrisos partilhados viverão para sempre no peito de quem contempla a noitee
a Luzque vence as trevas na humildade de uma verdade: os reis deste mundo nascem e morrem…
«O Príncipe dos reis da terra», «O Alfa e o Ómega», «O filho do homem»:
«a ELE a glória e o poder pelos séculos dos séculos.»

 

As pontes caem, a justiça fica comprometida e a realeza, por muito que agrade o povo, um dia termina!
Há algo infinito: O Amor!
Ontem, hoje e amanhã:
Todos querem encontrar o Amor.
Todos querem Ser Amados.
Todos querem Amar. Ah! Sentimento bom…
que nos inunda com borboletas coloridas…
com frio e calor… com a morte e a vida… com o Ter e o Ser!
Com silêncios que falam mais do que mil palavras!

 

Temos UM SÓ REI!
Com o Nosso Rei, esse AMOR,
é o abstracto concreto de uma vida a Amar sem condição…
Num lugar que não tem latitude nem longitude…
Numa época sem tempo nem medida…
Num Pão sem sabor nem dissabor…
Num mundo que é teu e meu e onde Tu és Rei comigo,
numa aventura que termina com a Ressurreição da Justiça, da Paz, do Perdão, da Esperança e da Fé!

 

Eis o Nosso Rei…
sem coroa nem trono… sem palácio nem coche…
sem medos nem dúvidas… sem vazios nem ausências…
com Amor e mais Amor!

Liliana Dinis

Cronista Litúrgica

Liliana Dinis. Gosta de escrever, de partilhar ideias, de discutir metas e lançar desafios! Sem música sente-se incompleta e a sua fonte inspiradora é uma frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Sou apenas um lápis na mão de Deus!”
Viver ao jeito do Messias é o maior desafio que gosta de lançar e não quer esquecer as Palavras de S. Paulo em 1 Cor 9 16-18:
«Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar. (…) Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.»

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