A paz que eu quero ser

Crónicas 04 outubro 2018  •  Tempo de Leitura: 2 min

Somos matéria habitada pelo divino. Ansiamos pelo  paraíso.
Aquele lugar onde reina a paz e a concórdia e todos cuidam de todos buscando o bem de cada um.
Somos matéria e nesta matéria crescem os sonhos de um mundo melhor, em dias difíceis de entender. É bom e dá-nos força para caminhar, acreditar que não estamos sós.
Somos únicos, mas somos sobretudo comunhão. 
Dá-nos alento saber que tantos outros, pequenas centelhas no mundo, pequenos instrumentos do bem, querem, procuram e sonham, como nós, cuidar desta casa comum, onde já seja possível viver o paraíso.
No mar bravo e nas tempestades, imploramos a bonança;
No choque de culturas e na falta de abertura ao outro diferente de mim, pedimos o dom do acolhimento;
Num cenário onde aparentemente vivemos alheios e indiferentes da vida de outros, pedimos a grandeza da presença silenciosa e discreta que fortalece e dá segurança;
No campo das assinaturas de tratados e de compromissos em papel, queremos ser nós os construtores de paz na vida real.


 
A vida é breve e nesta brevidade vale a pena – vale sempre a pena – investir o melhor de nós no bem e no belo. Naquilo que a traça não corrompe. 


A vida é breve e não carece de maratonas para construir a paz, mas de uma vontade e compromisso efetivo para o sermos em cada pequena-grande oportunidade que cada dia nos traz. Com serenidade. Mas também com firmeza.


O mundo e a vida ficarão mais equilibrados com os nossos gestos de paz.
O mundo e a vida ficarão mais equilibrados quando eu sou paz.
Tu e eu ficaremos mais equilibrados quando somos paz.  
Estamos imersos numa dignidade imensa e (só) por isso, merecemos ser paz!
 

Cristina Duarte

Cronista

Subscrever Newsletter

Receba os artigos no seu e-mail