«Portugal é um dos países com menos restrições à liberdade religiosa»

Vaticano 23 junho 2019  •  Tempo de Leitura: 3 min

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, destacou hoje que Portugal é “um dos países com menos restrições à liberdade religiosa em todo o mundo”, assinalando o primeiro Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso.

 

Foi na passada sexta-feira que a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um projecto de resolução conjunto de PSD, PS, BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN e deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira no sentido de instituir o dia 22 de Junho como data de celebração nacional da liberdade religiosa e do diálogo inter-religioso.

 

Numa mensagem, a que a agência Lusa teve acesso, Ferro Rodrigues referiu que a resolução de criar um dia para celebrar a liberdade religiosa partiu de uma proposta conjunta da Comissão da Liberdade Religiosa e do Alto Comissariado para as Migrações, na qual se sublinha que “a liberdade religiosa é um elemento fundamental para a existência de verdadeira dignidade na condição humana e para a concretização dos direitos humanos”.

“Não por acaso, Portugal é, reconhecidamente, um dos países com menos restrições à liberdade religiosa em todo o mundo”, observou Ferro Rodrigues. “Com este dia, pretende-se assinalar a importância fundamental destes valores e destas práticas e contribuir para uma consciência mais viva de toda a sociedade sobre o lugar central que esses valores e essas práticas ocupam na sociedade democrática e tolerante que queremos ser”, assinalou, na mesma mensagem.

 

Para Ferro Rodrigues, os princípios da “separação e da não confessionalidade do Estado, com consagração constitucional e legal”, têm sido “o garante da liberdade de consciência, de religião e de culto, mas também da cooperação e do diálogo inter-religioso”.

 

O projecto de resolução aprovado na sexta-feira refere que “a liberdade religiosa é um direito fundamental e um requisito essencial de uma sociedade plural e tolerante” e, “cada vez mais, uma expressão da igual dignidade de todos os seres humanos, crentes e não crentes”.

 

Este direito, defende a mesma resolução, “só se cumprirá” se for articulado “com outros dois princípios fundamentais”, sendo eles um Estado laico, “que afirma a separação entre o religioso e o estatal como garantia da liberdade religiosa” e o diálogo inter-religioso, “que arranca do respeito escrupuloso por esta liberdade e se projecta como alicerce de primeira importância da paz civil e do compromisso convergente com o bem comum”. O texto assinala ainda que “a criação de um dia nacional da liberdade religiosa e do diálogo inter-religioso é um passo mais nesse caminho”.

 

Público]

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